"Criança, a Alma do Negócio"

Primeira coisa….. “Mexem com a cabecinha deles, porque é bem imatura né, a criança é vulnerável, ela vai ver ela vai querer”….
Como se os “jovens” e “adultos” não fossem também. Como se as milhares propagandas que nos bombardeiam minuto a minuto não nos influenciassem. Ou será que nós compramos uma Coca-Cola porque ela realmente tem “bolhinhas refrescantes que matam a sede instantâneamente”? Como diria meu professor, João Furtado, se algum dia alguém descobrir uma Coca-Cola que tem aquelas bolhas ultra-refrescantes do lado de fora, por favor, me avise que eu vou comprar na hora!

Aliás, as crianças realmente são muito mais expostas às propagandas do que os adultos, mas os adultos são MUITO influenciados pelos comerciais… isso quer dizer que os adultos são mais “fracos” (ou tão quanto) as crianças?? Principalmente se pensarmos que uma boa parte das propagandas reforça que os pais devem satisfazer as vontades das crianças, devem fazê-las felizes comprando o que elas pedem. E ai os pais acabam reforçando a lógica sobre as crianças… ou estou errado??

“O desejo de comprar passa a ser a coisa em si”.
Será que é só com as crianças que existe essa inversão entre “fins” e “meios”? Ou será que a maioria das pessoas trabalha para ganhar dinheiro?
Será que as pessoas vão à livraria pois querem ler um livro ou pois querem comprar um livro?
Qual é o fim para os adultos? O objeto comprado ou o ato de comprar?

Será que existe alguma semelhança entre a criança que pede um brinquedo e brinca apenas uma vez com ele, e a mãe ou o pai que compra um vestido (ou outra roupa) mas só o utiliza uma vez?

Aliás, só relatando, tenho uma tia que fez luzes no cabelos dos filhos com menos de 3 anos… um deles ainda era de colo…..

Complicado ver uma mãe falando que as propagandas não condizem com o que deveria ser relativo ao mundo de crianças, mas mesmo assim elas dão às crianças os produtos dessas propagandas. Mas ela não conseguem ver a relação entre essas coisas. Muitas vezes os pais não conseguem ver que as meninas não usariam roupas “que realçam suas características” se os pais não comprassem.
Aliás, a maioria dos exemplos “clássicos”[esteriotipados] são relacionados às crianças do sexo feminino…

Bem, estão ai algumas reflexões que me ocorreram durante o documentário.

Acho que vale à pena todo mundo assistir e refletir!

Temos que pensar por todos os lados.
Enquanto alvo diretos das propagandas, enquanto pais, ao dar algo a nossos filhos, enquanto profissionais, ao trabalharmos na criação de um propaganda ou na venda/produção de um produto. Acho que falta reflexão vinda de todos os lados. E do lado dos profissionais eu ainda apelo à Ética!

Bem… fica a sugestão de leitura!

Abs,

Diego

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