Resposta ao artigo “Dez duras verdades sobre o HTML5”

Minha “resposta” ou “análise” sobre o artigo “Dez duras verdades sobre o HTML5

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Bem, eu não me lembro de alguém ter dito que o HTML5 é a solução de todos os problemas e que ele é o “nirvana” da internet. Mas sim que ele é uma grande evolução e traz muitos novos recursos e melhorias.

Já no primeiro ponto o autor fala uma enorme besteira (ou foi um problema gravíssimo de tradução). O título do item diz que existe um problema de segurança, o que dá uma impressão de que  existe um sério problema de segurança no padrão. Mas não é isso que ele desenvolve durante o parágrafo. Afinal, de tudo que ele escreveu ali nada mostra que a segurança do usuário ou do servidor estão vulneráveis.

Com relação ao Storage, primeiro que acho que são 4Mb, e não 4Gb não?!….
Em segundo lugar, a função da API Storage não é ajudar o usuário a fazer download de arquivos para serem “abertos em outros lugares”. A crítica feita por ele é completamente sem noção, ele realmente não entendeu a proposta….

No terceiro parágrafo ele fala dos “dados locais”, criticando que os usuários podem ter acesso a modificá-los.
Faz todo sentido. Afinal, o computador é do usuário, ele tem todo direito de editar as informações dele que estão no computador dele. Criticar isso é querer que os desenvolvedores tenham poder sobre as máquinas dos usuários – isso sim seria uma falha de segurança.
Além disso, cabe as desenvolvedores fazer rotinas de verificação das informações para saber se algo foi modificado localmente ou não.

No quarto parágrafo ele coloca como se o storage+offline fossem servir para que o usuário faça coisas mirabolantes, para que o usuário possa usar 10 conexões em 10 aparelhos distintos ao mesmo tempo.  A proposta não é essa, storage+offline não servem para substituir ferramentas como o GIT, SVN e afins.

O problema de armazenamento de dados “na nuvem” (ele não entende direito o conceito de “nuvem”, mas ok) não diz respeito ao HTML5, é um problema estrutural de armazenamento de dados em serviços e recursos que não são controlados “por você” (usuário).
É quase como querer dizer que alguém pode chutar a tomada do seu computador e que isso é culpa do HTML5. Se não quer correr o risco de perder seus dados/arquivos, tenha uma cópia local sob seu controle – e mesmo assim ainda existe o risco inerente da tecnologia.

No sexto item ele faz uma crítica ridícula, que nada tem a ver com o HTML5. Se a pessoa não quer / não está satisfeita com o serviço, basta se descadastrar. Ninguém é obrigado a aderir ao “Google+” ou ao “Facebook”.

Item 7. Não entendi direito a crítica…. eu achei que ele falou, falou, e não disse nada.

O item 8 é um problema de escolha de formatos proprietários. Se/quando for feita a opção por padrões abertos de áudio e vídeo, isso se resolve. E o problema não é do HTML5, então não faz sentido citá-lo num artigo de crítica ao html5.

Novamente, no item 9, ele quer criticar o html5 por um “erro” que não é dele. Além disso, há de se considerar que o padrão ainda nem está pronto, e que os navegadores ainda estão implementando os recursos. A coisa ainda está evoluindo e, como em qualquer tecnologia sobre desenvolvimento, leva tempo.

O que foi esse item 10? Propaganda da microsoft?…. Ridículo. A pior implementação de padrões. Além disso, os desenvolvedores – em teoria – devem se preocupar em desenvolver de acordo com os padrões, e não com a implementação pessoal que cada navegador faz.

Enfim, achei o artigo MUITO FRACO.

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