Archive for category Política

“Artistas x Universitários” ? – Breves comentários sobre a campanha “Tempestade em copo d’água”

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“Artistas x Universidade” (http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2011/11/usina-de-belo-monte-artistas-x-universidade/)….esse é o título do post que, aparentemente, primeiro divulgou da campanha “Tempestade em copo d’água” (http://www.youtube.com/watch?v=gVC_Y9drhGo).

Tive contato com ele alguns dias antes de “cair no facebook”, e fiz minhas considerações sobre o mesmo – afinal, acho que é isso que se espera de qualquer pessoa, fazer uma análise crítica das informações, seja do movimento dos “globais” ou dos “universitários”.

A começar que é partir de um princípio medíocre (no sentido de ser médio) se manifestar/mobilizar partindo da contraposição aos “artistas” quando o foco deveria ser o tema em si (Belo Monte). Mas… enfim… essa é a nossa sociedade, sempre personalista, sem discutindo o que não tem que ser o foco, sempre na superfície das coisas.

Recomendo entrarem no blog e participarem da discussão que está acontecendo por lá.

Segue abaixo meu comentário postado no blog referido:

Caros,

primeiramente gostaria de parabenizá-los por levantar esse debate.

Mas tenho algumas críticas ao vídeo.

Vocês comparam a área que será alagada com a área que é devastada diariamente hoje, e usam esse argumento praticamente para dizer que “a área alagada será insignificante”. Acho esse argumento péssimo. Não é porque temos um grande problema (devastamento para agroindústria) que problemas menores podem ser aceitos sem críticas/questionamentos.

Além disso, o impacto dos alagamentos não se dá apenas pelo tamanho da área a ser alagada, mas também pelo que há nessa região, e pelo impacto das áreas que deixaram de receber o fluxo do rio como é hoje.

Outro ponto é que vocês colocam que a usina será a 3a em potencial energético, mas na verdade ela será apenas 3a em potencial instalado. São coisas bem diferentes.

Seu aproveitamento médio será consideravelmente baixo e, mais do que isso, na época em que mais temos problemas de abastecimento energético no país ela pouco contribuirá, sua maior contribuição para o sistema integrado nacional se dará fundamentalmente nas épocas em que temos maior abundância de energia.

Considerando ainda que ela produzirá, em média, cerca de 4200Mw/h, existem sim alternativas viáveis à sua construção.

Estudos mostram que se utilizássemos o bagaço de cana que é descartado no Brasil para transformá-lo em energia, nosso potencial seria de aproximadamente 4200Mw/h. Ou seja, resíduos que descartamos hoje poderiam ser utilizados para gerar a mesma energia que Belo Monte irá gerar em média. E ainda ter-se-ia a vantagem de poder fazer essa instalação mais próxima dos centros consumidores (reduzindo perdas com transmissão) e seria mais fácil gerenciar em qual época do ano essa energia seria utilizada.

Enfim, esses são só alguns pontos que achei relevantes tocar.

Por fim, gostaria de sugrir a vocês, e pedir que ajudem-nos a divulgar, um debate que realizamos (nós = Escritório Piloto da Escola Politécnica da USP) sobre Belo Monte com dois professores da EPUSP e mais o Prof. Célio Bermann, do IEE-USP, um dos responsáveis pela produção de um relatório de análise crítica do projeto da usina e do EIA/RIMA da mesma.

http://escritoriopiloto.org/artigo/debate-belo-monte

Neste link vocês encontraram as apresentações feitas e também os vídeos do debate. Sei que são razoavelmente longos, mas vale MUITO à pena assisti-los, tem muita informação técnica concreta (diferente do “movimento gota d´água)….

Abraços universitários!

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Dados sobre a segurança na USP

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Em maio de 2011 a USP assinou um acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), prevendo a intensificação da atuação da Polícia Militar no Campus da USP. No último mês de outubro, após uma série de conflitos e manifestações, foi divulgado na mídia que “crimes na USP caem 92% após o convênio“.

Este é um post para questionar esses dados, ou a forma como eles são lidos, e mostrar que a intensificação da PM no Campus não alterou tanto assim a realidade da segurança da universidade. Dos 6 meses do convênio, o único que realmente teve alguma diferenciação dos anos anteriores foi o mês de setembro. Todos os outros meses ou estão no mesmo patamar dos anos anteriores ou até mesmo maiores que nos anos anteriores.

Esses dados foram retirados do site oficial da Guarda Universitária da USP.

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Projeto de Lei de Acesso à Informação aprovado no Senado

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O Senado Nacional Brasileiro votou hoje o relatório e projeto substitutivo do Senador Fernando Color de Melo e, em seguida, o Projeto de Lei de Acesso à Informação Pública.

O relatório do Senado Color, que tentava instituir sigilo eterno a documentos e a não obrigatoriedade de divulgação das informações (além de outras coisas) foi veementemente rejeitado (41 votos contrários, 9 favoráveis e 0 abstenções). O Senador Color ainda tentou, após a rejeição, inserir dois artigos no PLC original tentando manter estes dois pontos críticos de seu relatório, mas tal proposta foi novamente rejeitada e, em seguida, finalmente, o PLC 41/2010 foi aprovado pelo Senado Federal.

Dessa forma, o a Lei de Acesso à Informação Pública, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 2010, também foi aprovado pelo Senado Federal, seguindo agora para sanção da Presidência da República para entrar efetivamente em vigor 180 dias após essa aprovação.
Vale ressaltar que a Presidenta Dilma já havia se comprometido publicamente, diversas vezes, pela aprovação desse projeto.

Como bem disse o Senador Ranfolfe Rodrigues, demos um grande e efetivo passo em direção à efetiva Redemocratização do Brasil.

Um Viva à Liberdade de Acesso à Informação!!! =)

Mais info: http://artigo19.org/?p=442

http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2011-10-23_2011-10-29.html#2011_10-25_18_01_08-9961110-0

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O caminho da educação no Brasil

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Todos pela educação?

Há algum tempo atrás recebi, por email, a seguinte notícia:

Comissão do Senado retira do MEC responsabilidade pelo ensino superior

Sobre ela, um colega escreveu que “Se o Ministério da Educação fizer a parte dele sem a atribuição do ensino superior,  pra mim ta ótimo.“, e a resposta que dei a ele foi

“Eu discordo de você.
Primeiro porque eu acho que o papel educacional das Universidades é fundamental, e retirá-las do MEC só tende a piorar a situação da educação de nível superior.
Em segundo lugar porque acho difícil pensar numa solução para a educação do Brasil sem que as Universidades façam parte deste processo.
Mudar as atribuições e responsabilidades da “entidade” (ministério) para que ela consiga cumpri-las é, no mínimo, imbecilidade.

Meu colega colocou que, na opinião dele,  “a melhoria da educação no Brasil ainda não precisaria envolver o ensino superior” e que após dar aulas para “adultos e adolescentes que estudaram em um colégio público em um cursinho voluntário“,  ele chegou à conclusão que “o problema não está na minha matéria (álgebra). Está no fato de que, desde quando começaram a frequentar a escola, eles não desenvolveram competencias básicas que são ensinadas para a maioria dos alunos do ensino superior.” Ao questionar a professora particular de inglês dele, que também dá aulas na rede pública, sobre o tema, ela respondeu que “Os alunos de lá não tem o menor interesse, pois sabem que eles vão passar mesmo que não façam nada. Para completar, eles ainda atrapalham muito aqueles que tem interesse, e não posso tomar nenhuma atitude disciplinar contra eles

Este meu colega ainda concluiu:
Concordo com você que, se tudo fosse rosas, deveria se do jeito que você disse, mas não adianta tentar fazer tudo bonitinho se não funciona. Não sei que tipo de implicações políticas essa medida vai ter mas, se for preciso criar o Ministério da Primeira Série do Fundamental ou o Ministério da Interpretação de Texto para que minha professora consiga ensinar seus alunos e, consequentemente, o aproveitamento dos meus aumente, pra mim ta ótimo.

E aqui vem o que me motivou a escrever este post… minha resposta a este último email dele. Vou copiá-la na integra abaixo:

“já dei aulas em cursinhos populares pré-universitários (que são diferentes de pré-vestibulares – mas não vou me alongar nisso) e realmente existe uma enorme falta de bases matemáticas, muito anteriores a “equações de segundo grau”.
Mas não acho que a criação de novos ministérios, especialização de ministérios ou qualquer coisa do gênero seja algo que vá resolver a situação. Enquanto um professor de ensino público (em qualquer nível) não receber uma salário razoável, não vamos ter mudanças de verdade.

Claro que a “aprovação automática” é um absurdo e que deveria acabar ontem. Mas, mesmo antes dela, tínhamos problemas. E isso passa pelo fato de um professor da rede pública ter que dar aula em 3 escolas em locais distantes umas das outras, ganhando muito pouco e, por exemplo, não sendo remunerado por tempo com preparação de aulas e provas, correção de provas e exercícios e por ai vai.
Certamente os professores deveriam ser remunerado por, pelo menos, o dobro do horário de aulas que eles dão. E estou sendo bonzinho com o “pelo menos”. Numa turma de 50 alunos que eu tinha e que eu passei uma atividade (SIMPLES!) dissertativa, gastei um fim de semana todo só pra corrigir. Isso sem considerar o tempo de preparar a prova.
Por isso sou totalmente favorável à campanha “10% do PIB para Educação” (campanha encabeçada pelo psol no legislativo). Eu acho que esse aumento é um primeiro passo muito mais efetivo do que a criação de qualquer “ministério”.
E o mesmo vale para as Universidade Públicas. Se não garantirmos que um docente pode ganhar um salário razoável (em função de seu conhecimento, sua capacidade de produção e etc), e que sua atuação enquanto docente (e não pesquisador) é algo de suma importância e isso ser levado em consideração (hoje não é), nosso ensino superior continuará sendo de terceiro mundo, e rankings que colocam a USP como “melhor da AL” são muitíssimos vazios.
Se os professores do ensino público fundamental/médio fossem recebessem o tratamento que recebem os docentes universitários já seria um grande avanço….
Existem várias outras coisas a se levar em consideração como, por exemplo, a quantidade de estudantes numa sala de aula com relação ao número de “educadores” (profess@r + assistente(s)).
Por fim, há só mais uma questão relativa à mudança proposta. E os cursos não são tecnológicos/mercadológicos? O que vão fazer dentro do Ministério da Ciência e Tecnologia? Ensino Superior se resume apenas a produção tecnológica? Como ficam os cursos de Pedagogia, História, Matemática, Física, etc? O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) é que vai legislar sobre como devem ser os professores de Ensino Médio/Fundamental?…….

E vocês, o que acham?

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Consulta Pública do Guia de Abertura de Dados da Infraestrutura Nacional de Dados Abertos – INDA

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Foi lançada a Consulta Pública do Guia de Abertura de Dados pelo Ministério do Planejamento, Gestão e Orçamento do Governo Federal. Esta consulta está sendo capitaneada pela SLTI (Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação), por meio do GT INDA (Infraestrutura Nacional de Dados Abertos).

Para facilitar o processo de contribuição coloquei no ar uma plataforma de discussão coletiva de textos, baseada em wordpress.
A proposta é concentrar as colaborações (e o debate) nesta plataforma para, em seguida, enviar uma colaboração da sociedade à Consulta Pública. Faça sua parte, participe! O texto não é grande!

 

Segue abaixo a mensagem encaminhada pelo Time de Dados Abertos:

A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da Infraestrutura Nacional de Dados Abertos, disponibilizou para consulta pública o documento “Guia de Abertura de Dados” no portal do Governo Eletrônico:
https://www.consultas.governoeletronico.gov.br/ConsultasPublicas/item.do?acao=exibir&idConsulta=93&id=588.

O objetivo do guia é orientar o processo de publicação de dados abertos para todas as organizações interessadas em abrir seus dados, abordando alguns aspectos gerenciais e técnicos.

Geramos uma versão inicial e agora convidamos todos a compartilhar sua visão no documento.

A consulta pública está aberta de 01/09/2011 até 30/09/2011 às 23:59.


Sobre o a INDA e o GT INDA

O que é a INDA:
A Infraestrutura Nacional de Dados Abertos é um conjunto de padrões, tecnologias, procedimentos e mecanismos de controle necessários para atender às condições de disseminação e compartilhamento de dados e informações públicas no modelo de Dados Abertos, em conformidade com o disposto na e-PING.

O Grupo de Trabalho de desenvolvimento e planejamento INDA
O GT INDA é aberto à participação de qualquer pessoa interessada e possui 4 subgrupos:

  1. GT1 – Gestão e normativo
  2. GT2 – Avaliação continuada de informação disseminada
  3. GT3 – Tecnologia
  4. GT4 – Modelagem, Metadados, Dados e padrões

Para participar basta entrar em um dos grupos: http://wiki.gtinda.ibge.gov.br/Como-Participar-da-INDA.ashx?Code=1

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Projeto LobbyPublico – Proposta para o Microbolsas Hacker [2a. chamada]

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Olá Pessoal,

aqui estou eu (Diego R.) falando novamente sobre um projeto da/para a comunidade THacker que pode ajudar a mudar o Brasil. Participei do primeiro THackDay Brasil e venho acompanhando (de muito perto) a comunidade desde então. Além de ter participado em alguns eventos como o Fórum da Cultura Digital do Brasil, também ajudei a organizar algumas atividades como o Transparência HackDay Moradia (posts abaixo) – aliás, projeto esse que pretendo desenvolver melhor durante este ano, fiquem de olho e, caso queiram participar, sintam-se à vontade para me contatar.

O que pretendo fazer? Pretendo utilizar a aplicação do “LittleSis” para desenvolver um projeto Brasuca que objetiva clarificar e expor as relações entre os políticos e entre políticos e empresários/sociedade geral. Porque fazer isso? Para poder escancarar as relações entre as pessoas e conhecermos melhor como funciona as influências sobre nossos políticos, para que o “Lobby” (que não é algo ruim por princípio) possa ser feito de forma mais clara e honesta e que nós saibamos com quem nossos representantes andam e quais interesses eles defendem.

Só pra exemplificar, a primeira pessoa sobre quem eu trabalharia para tentar descobrir as relações é a atual ministra da cultura, Ana de Holanda, que parecer ter muitas relações e defender os interesses do ECAD.

O projeto, por enquanto, consiste em duas etapas:

A primeira delas é pegar o código do littlesis (código livre!), traduzi-lo para nosso idioma, disponibilizar o site na web e começar a colocar informações – como disse acima, pegaria, como exemplo primeiro, a atual ministra da cultura.

A segunda etapa seria começar o desenvolvimento de uma API para scrapps. A ideia é que as pessoas pudessem desenvolver scrappers que busquem informações e relacionamentos na internet – jornais, revistas, sites da câmara, senado, assembléias, etc; e adicionem-os automaticamente no site – claro que seria previsto um sistema de “verificação” das informações.

Qual o retorno para a comunidade THacker?

O retorno é que a comunidade THacker poderia ter mais clareza da relações políticas e das relações de poder estabelecidas junto a nossos políticos. Isso traria novos projetos e ideias para serem trabalhadas utilizando dados públicos (disponíveis ou não, o que requeriria a solicitação dos mesmos) baseados nessas relações de poder. Seria muito bom para ajudar a dar foco em quais análises e scraps e hacks poderiam e precisam ser feitos.

Além disso, também contribuiria para a comunidade fazer pressão para projetos de lei que são de nosso interesse, como o projeto de lei de acesso à informação pública, ou mesmo futuros projetos de lei que regulamentem o acesso à informação em outros níveis como Estados e Municípios.

E acima de tudo, toda a sociedade brasileira será beneficiada já que relações excusas e obscuras seriam mais difíceis, teremos um estado mais transparente e poderemos então brigar por melhorias reais e efetivas para todos, da comunidade THacker ou não!

Enfim, essa é a minha ideia. Tenho em mente mais uma ou duas (da comunidade) pessoas para me ajudarem nesse primeiro start do projeto, e pretendo compartilhar a bolsa com eles. Não necessariamente as duas pessoas serão para ajudar com programação, também tenho em mente a importância de se ter um processo bem documentado e textos bem claros explicando o projeto, como participar e a importância do projeto para que consigamos cada vez mais colaboradores – que não precisam ser pessoas da área de TI.

Abraços

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TransparênciaHackDay – Relato do Primeiro Encontro

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Foto do primeiro HackDay MoradiaPrimeiramente gostaria de pedir desculpas a todos os interessados por demorar tanto para escrever sobre a primeira atividade do THackDay Moradia. A faculdade me consumiu muito nessas duas últimas semanas!
Mas vamos lá. =)

Cheguei ao THackDay e o debate já havia começado, o pessoal estava ao redor de uma grande mesa discutindo com bastante vontade.
Após alguns minutos eu tentei propor uma dinâmica ao grupo. A proposta era dividir o grupo em subgrupos para debaterem temas específicos e trazerem uma proposta de volta ao grupo maior. Leia o resto desse post »

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TransparênciaHackDay – 10 de outubro

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Imóvel_VazioNo dia 10 de outubro de 2010 teremos mais uma edição do Transparência HackDay, desta vez temática.

A proposta inicial será trabalhar com “Vazios Urbanos” e “moradores de rua”.

Vazios Urbanos” a que me refiro são, de um ponto de vista bem amplo, “espaços e imóveis que não cumprem sua função social“. Ou seja, imóveis desocupados, terrenos vazios sem uso, e por ai vai. Tudo que poderia se transformar em moradia social.

Mapeando esses dois dados poderemos utilizá-los e cruzá-los para levantar oferta e demanda de moradia e pensar em políticas públicas efetivas para a questão das moradias, indicando com precisão dados e localizações.

Esse mapeamento será feito usando a plataforma Ushahidi.

A ferramenta apresentada nesse primeiro encontro será o Ushahidi, plataforma de “crowdsourcing” criada colaborativamente por desenvolvedores web do Quênia, e outros países. Ela permite que usuários enviem mensagens para um website (inclusive através de SMS usando celulares), que agrega essas informações e as distribui em um mapa, conforme for sinalizado pela pessoa que envia seu relato ou testemunho.

Para ver um pouco mais sobre essa ferramenta recomendo estes dois tópicos, que contém vários exemplos legais:

[1] http://blog.esfera.mobi/tech-talks-ushahidi-e-eleitor-2010/

[2] http://blog.esfera.mobi/saldo-tech-talks-ushahidi-e-eleitor-2010-2/

==  Adendo (Update em 07-10-2010)

Simultaneamente ao THackDay realizaremos uma Install-Fest de Ubuntu. Para os que não conhecem, Install-Fest é um “evento” no qual as pessoas que conhecem um pouco mais do Ubuntu ajudam as outras com os primeiros passos, desde a instalação até a começar a usar o Ubuntu. Então, se você tem interesse em conhecer o fantástico mundo da liberdade de software, traga seu equipamento que nós o ajudaremos a instalar a versão 10.10, que será lançada no próprio dia 10 do 10 de 2010! ;)

==

Quando?
10.outubro.2010, das 14h às 20h , seguida de pizza

Onde?
Casa de Cultura Digital
Rua Vitorino Carmilo, 459 - Santa Cecília
Próxima à estação Marechal Deodoro do metrô

Quem?
Hackers, desenvolvedores, designers, blogueiros, jornalistas, pesquisadores, gestores públicos, legisladores, políticos, representantes de ongs, estudantes, ativistas e etc. O evento é aberto e gratuito.

Inscrições em:
http://bit.ly/THackDayMoradia

Para mais informações:
thackday @ diraol.eng.br

ou acesse a lista de discussões do thackday: http://groups.google.com/group/thackday

Outros links:

http://blog.hsvab.eng.br/2010/10/07/transparencyhackday-vazios-urbanos-e-moradores-de-rua/

http://blog.esfera.mobi/transparencia-hackday-moradia-10-de-outubro/

http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/2010/10/06/hackers-trabalham-com-moradores-de-rua-e-imoveis-vazios/

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Debate: Software Livre e Políticas Públicas

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bineural-beatTecnologias livres estão diretamente ligadas à qualidade da educação, ao desenvolvimento da ciência e à soberania nacional.

Em tempos de eleição, nada melhor do que convocar representantes dos principais partidos políticos do Brasil para se discutir propostas que incentivem o uso e o desenvolvimento de software livre no país. Por isso mesmo, a Quinta-Livre estará promovendo um debate que suscitará uma discussão sobre o tema. A ideia é promover um evento fora dos padrões normativos e desgastados da mídia televisiva. Se você se interessa pelo tema, não deixe de comparecer.

ESTÃO TODOS CONVIDADOS.

O tema básico é “Software Livre e Políticas Públicas”, discutidos do ponto de vista social: tanto as políticas públicas podem acelerar o uso e o desenvolvimento do Software Livre, como o contrário também nos parece válido.

A lista de participantes será divulgada no início da semana, assim que os últimos nomes forem confirmados. Confira os nomes dos participantes clicando aqui.

Data e hora:
23 de SETEMBRO de 2010 (é uma quinta-feira) às 19:30.

Local:
Auditório da Escola de Aplicação, Faculdade de Educação, USP-SP (Cidade Universitária do Butantã)

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Mensagem ao Candidado Paulo Teixeira

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Na busca por um candidato a Dep. Federal, acabei por entrar no site[1] do Candidato Paulo Teixeira, que tem como uma de suas grandes temáticas a questão do Software Livre.

Porém o mesmo cometeu um grande erro ao utilizar em partes de seu site, em especial na parte sobre “inclusão digital”, a tecnologia proprietária Adobe Flash.

Em função disso tomei a liberdade de utilizar o “Fale Conosco” do site e enviar a mensagem abaixo ao candidato. Caso eu receba alguma resposta publicarei a mesma aqui.

Caros Paulo Teixeira e responsáveis pelo site e pela campanha.
Gostaria de utilizar este espaço de contato para fazer uma crítica.
Vejo que boa parte da atuação do candidato se relaciona diretamente com as ideologias do software livre, conhecimento livre, cultura livre e temas afins. Por repetidas vezes o candidato destaca que o software livre é ‘o caminho para livrar das multinacionais estrangeiras e ampliar a autonomia tecnológica do país’.
Porém vosso site contrasta diretamente com este discurso. A utilização de tecnologias proprietárias em seu site é preocupante, em especial na área “Inclusão Digital”. É impossível falarmos em inclusão digital utilizando tecnologias proprietárias e, em especial, a tecnologia proprietária da multinacional estrangeira Adobe chamada “Flash”. Este formato, proprietário, obriga que as pessoas que queiram ter acesso ao conteúdo tenham que se sujeitar a utilizar programas proprietários em seus computadores. Além disso, este tipo de tecnologia inviabiliza radicalmente o acesso a deficientes que necessitam de programas especiais, como leitores de tela por exemplo.
Dessa forma, faço duas sugestões.
1) Que seu site seja reformulado baseado nos princípios de utilização exclusiva de padrões abertos e que não seja feito o uso de nenhuma ferramenta proprietária. A utilização do novo padrão HTML5, integrado ao padrão aberto SVG já permite a substituição do Flash.
http://html5gallery.com/
2) Que você e seus desenvolvedores passem a utilizar um sistema operacional livre (considerando ai a não utilização de softwares proprietários dentro do sistema operacional, como, por exemplo, o plugin “flashplayer-nonfree”). Isso pode ajudar no processo de abandonar os softwares e formatos proprietários.
Atenciosamente,
Diego Rabatone Oliveira

Vamos ver….

==== Atualizando 07-09-2010 – 15h44m ====

Recebi a resposta do Sergio Amadeu (comentário abaixo no post), e respondi com o seguinte email:

Olá Sergio Amadeu,
tudo bem com você?
Então, a possibilidade mais interessante do posto de vista de recurso tecnológico seria utilizar, dentro das especificações do HTML5, o padrão SVG (ou Canvas) aliado a um pouco de JavaScript.
Porém, dentro das especificações HTML5 que já começaram a ser implementadas nos navegadores, o SVG ainda não está tão bem difundido (tanto firefox 3.* quanto internet explorer não possuem suporte ao SVG ainda).
Então uma alternativa que eu encontrei seria utilizar um plugin do wordpress chamado “JSXGraph – Graphics with JavaScript“.
No link abaixo tem alguns exemplos:
http://jsxgraph.uni-bayreuth.de/wp/examples/
Acho que pode ser uma alternativa interessante. Não sei exatamente no que vocês estavam pensando, mas acho que dá pra fazer muita coisa legal.
Entendo das dificuldades de se utilizar apenas SL, eu mesmo tenho grandes dificuldades, em especial na faculdade (curso engenharia), mas às vezes precisamos fazer algumas escolhas. Espero poder contribuir para que vocês consigam fazer mais uma escolha em favor do Software Livre.
Claro que nem sempre as escolhas estão em nossas mãos como, por exemplo, no uso de “ferramentas” como twitter, orkut e facebook para divulgação e aproximação com a população, mas a escolha de não usar IPhone depende apenas de nós! =)
Gostaria apenas de colocar mais uma questão, levantada por um amigo meu num comentário em meu blog. Um tema fundamental a ser tratado é o de Dados Abertos Governamentais, não vi ainda se vocês possuem propostas neste sentido, mas sei que conhecem do tema.
Inclusive estive no CONSEGI, mas não pude acompanhar sua palestra, Sergio, pois estava numa oficina.
Agradeço a resposta e parabenizo-os pela abertura a novas ideias.
Abraços,

[1] http://www.pauloteixeira13.com.br

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