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Reflexões sobre a liberdade

Hoje tive uma noite interessantíssima e super agradável.
Primeiro me reuni com a Andrea e com a Haydée no café lá da livraria cultura, para conversarmos. Durante a conversa tomei um “mocca gelatto” fantástico (ainda mais nesse calor todo), e ficamos conversando sobre várias coisas da vida. hehehe
No fim do papo, quando fomos praticamente chutados de lá por causa do horário, estavamos conversando sobre propriedade intelectual (hum… estou devendo um post disso… farei assim que possível). Eu estava explicando mais ou menos para a Andrea a idéia geral que envolve o tema. E ai entramos numa discussão sobre até que ponto as produções artísticas devem ter ou não a liberdade de livre modificação? Ficamos discutindo por um tempo, e ai a Andrea teve que ir embora, e eu fui com a Haydée até a casa dela. E a discussão continuou só com nós dois por mais alguma(s) hora(s).
Pessoalmente eu, olhando agora, estava tentando entender um pouco melhor sobre o tema (liberdade de obras artísticas), tentando formar a minha opinião. Foi uma discussão acirrada, eu estava tentando, de alguma maneira, defender o porque de permitir a livre alteração das obras artisticas, e a Haydée estava defendendo que isso, do ponto de vista dela, os motivos para não dar essa liberdade.
Fui uma conversa super interessante, passamos por diversos assuntos, discutimos o quanto hoje em dia não se lê e se produz conhecimento artístico, pesquisas científicas, limites da liberdade, o quanto nossos pais liam e produziam mais que nós, que lemos e produzimos mais do que nossos irmãos mais novos, e também sobre o quanto vivemos hoje numa sociedade “CTRL+C/CTRL+V” – aliás, gostei da idéia de criar um virus que impede a utilização do CTRL+C/CTRL+V, vou pensar no assunto e tirar uns dias para fazer a experiência de não utilizar tal recurso.

Em algum momento, voltando para minha casa, me peguei pensando o quanto é bom estar com uma pessoa com a qual pode-se ter uma discussão louca dessas, em alguns momentos até mesmo acalorada, com discordâncias de ambos os lados, mas no fim das contas os dois saberem que foi apenas uma conversa reflexiva, e que aquilo teve apenas o intúito de os dois crescerem mais um pouco. E que, por mais que tenham havido discordâncias e ânimos levemente exaltados, o sentimento de carinho, paixão e Amor que um tem pelo outro só aumenta. (nada a ver com o post né? rs)

Bem, voltando ao tema…
Sei lá, acho que ela me convenceu, por enquanto, da posição de usar uma licença que restrinja as derivações em produções “artisticas” (isso conta textos pessoais, comos os desse blog). Mas não sou um seguidor fiel dessa ideologia, pelo menos não ainda (rs). Ainda preciso discutir bastante isso para ter uma opinião mais firme.

Inclusive acabei de reparar que eu já usava esse tipo de licença no meu blog (mas não lembrava! rs) – ver no fim da página.

Mas fica a pergunta, do ponto de vista artistico (poemas, poesias, contos, crônicas, romances, fotografias, obras de arte, etc), será que a liberdade de alteração faria com que as pessoas produzissem menos cosias novas? Ou será que continuaríamos com as produções novas e acrescentaríamos novas produções baseadas em modificações?
Será que o processo criativo só pode se dar por meio de uma produção “completa” e a modificação de algo já existente não resulta num processo criativo “completo”?
Quais as vantagens de permitirmos obras derivadas?
Será que o desenvolvimento tecnológico (televisão, rádio, jornal, internet, computador) está permitindo que nós deixemos de utilizar nossa capacidade de produção de conhecimento, cerceando-nos de alguma forma?

Bem, vou pensar mais no assunto! rs…..

Fui!

Obs.: Vocês não podem alterar esse texto hein! =p

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Casa do Politécnico

Caderninho de Prestação de Contas da Cadopô

Depois de quase 50 anos de um projeto fabuloso (as obras iniciaram-se em 1949 até aonde eu sei), acaba-se hoje uma história de muita luta, movimentação política e cultural, um verdadeiro centro de resistência contra a desmobilização e o emburrecimento da sociedade perante uma lógica social individualista e financeira.
A Casa do Politécnico (CaDoPÔ) foi um espaço de enorme movimentação, durante a maior parte de sua história. Lá foi criado o “Grupo de Teatro da Poli (GTP)” (que existe até hoje, e conta com mais de 80 membros – coisa rara entre grupos de teatro atualmente), foi criado o Jornal “O Politécnico” (que só sobreviveu à Ditadura Militar – conhecido como “Jornal Vermelho” – pois tinha aquele espaço para produção). Tivemos lá também o Departamento de Fotografia do Grêmio Politécnico, um jornal literário e até mesmo um Grupo de Cinema (“Grupo Kuatro de Cinema“).
Mais recentemente foi palco de muitas atividades teatrais e tinha um grande potencial para se tornar um efetivo centro cultural – sendo que a proposta era de apresentações populares!
Com a criação da linha amarela do Metrô as possibilidade de revitalização integral da Casa seriam muito maiores, o GTP poderia voltar a utilizar aquele espaço, os politécnicos poderiam frequêntá-lo com maior periodicidade, poderíamos realizar muitos eventos, palestras, debates, exposições, mostras (como já vinha acontecendo – vide links abaixo), dentre muitas outras coisas.
Infelizmente muitas pessoas passaram pela história da Cadopô sem dar a ela a devida importância, assumindo responsabilidades e não as cumprindo, e isso – no meu entender – foi um dos principais motivos pelos quais os projetos não foram pra frente tão rápido e a história acabou por culminar numa infeliz desapropriação para se tornar um grande depósito.
Parece, inclusive, que a prefeitura entrou de vez no jogo da expeculação imobiliária. Ela possui dezenas de prédios no centro de São Paulo que não são utilizados – e que poderiam abrigar o arquivo ou mesmo se tornarem moradia popular; além disso, existe o projeto “Nova Luz“, de revitalização (limpeza social) da região da Luz – ao lado da Cadopô. O Projeto Nova Luz prevê uma “revitalização” da região, trazendo empresas (e expulsando pessoas pobres). Isso fará com que o valor dos imóveis e terrenos subam de valor, ou seja, com as desapropriações que a prefeitura está fazendo hoje, daqui a alguns anos ela terá valorizado seus investimentos.
Aliás, se o projeto é desenvolver o centro de São Paulo, porque não deixar se instalar um Centro Cultural na Cadopô ao invés de fazer um arquivo? Faz algum sentido?
Vivenciei aquele espaço por cerca de 1 ano e meio, e hoje é para mim, enquanto politécnico, o dia mais triste da minha vida, e enquanto cidadão, um dia absolutamente triste.
Vou guardar muitas boas recordações da Cadopô, mas sempre terei em meu coração a tristeza de saber do potencial público daquele espaço que foi enterrado.
Tenho certeza de que o Arquivo Histórico Municipal é importantíssimo, mas acho que essa não é uma troca justa, tendo tantos prédios PÚBLICOS (que não precisam nem de desapropriação ($)) parados por aí.
Fica aqui uma pequena e singela homenagem a uma história de quase 50 anos.

Em Construção 1…

No Bar da Cadopô…

Em Construção 2…

De quem será o quarto?…
Galerinha do Bem…
A mais alta e resistente…

…curtindo os últimos momentos…

com um sentimento gélido de cortar a alma…


Wiki da Casa do Politécnico – Coletânia de histórias da época em que foi moradia estudantil feita que eu organizei.

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Alguns links sobre a Cadopô – E dizem que ela está abandonada….
João Batista de Andrade – História sobre a movimentação política da Cadopô
Felco – Festival Latinoamericano de la Clase Obrera 2006
http://www.ciranda.net/ – Felco de novo
http://estudiolivre.org/ – Arte!
http://www.queenbrazil.com/ – Evento do Primeiro Fã-Clube do Queen (banda inglesa) na Cadopô!
http://www.spiner.com.br/ – Teatro!
Sexo Verbal – Teatro
Caio Fernando Abreu – Teatro
http://www.spiner.com.br/ – Teatro
http://www.midiaindependente.org – Reunião sobre a UNCTAD (Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento)
http://de.geocities.com/crusp2004/ – História
http://receitas.br101.org/arroz-ovo-bacon.html – História
Gestão 1990 do Grêmio – História
http://www.b-coolt.com/ – Teatro! (veja no dia 12.04)
http://www.gremio.poli.usp.br/ – História da Cadopô
http://www.cadopo.eng.br/ – Comunidade de ex-moradores
http://www.grupos.com.br/ – grupo de ex-moradores
http://www.usp.br/ – Notícia
http://prefeitura.sp.gov.br/ – Notícia (Aham! Acredito em tudo que foi dito sim…. )
http://www.folha.uol.com.br/ – Notícia
http://www.fotoplus.com/ – Referência a projetos de divulgação de fotografia (incluindo acesso a laboratório fotográfico) pelo Grêmio Politécnico – Ref. 6 na Pág. 3

Crítica ao projeto Nova Luz :
http://www.projetosurbanos.com.br/
http://www.territoria.com.br/
http://www.territoriogeografico.com.br/

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