Uma proposta para assinatura de documentos públicos aderente à LAI

PDF Fechado
PDF Fechado
PDF Não é Dado Aberto!

Você já tentou acessar algum documento público e deu de cara com um PDF?

E quando esse PDF é uma imagem escaneada/digitalizada de um documento impresso?

É péssimo não? Mesmo se o documento for “apenas” textual e não contiver tabelas – se houver tabela então a vontade de suicídio é quase imediata!

Qualquer pessoa com um pouquinho de envolvimento no debate sobre Dados Abertos, Lei de Acesso à Informação e Transparência sabe que PDF NÃO É DADO ABERTO, e que a sua utilização desenfreada é um grande entrave à evolução. Mas, mesmo assim, um dos casos mais comuns de utilização de PDF com imagens digitalizadas de documentos impressos é para documentos que precisam de assinatura.

Vou tomar aqui como exemplo um dos Substitutivos do Projeto de Lei do Marco Civil da Internet. Este documento contém uma rubrica em cada página (do relator? Sério que aquele rabisco vale alguma coisa? Ele é “infalsificável”?) e uma assinatura no final do documento (essa sim do relator). Essas assinaturas/rubricas servem como justificativa para que este tenha que ser o formato oficial.

Tirando o fato de a rubrica ser absolutamente rudimentos e insegura, acho que hoje em dia temos tecnologias suficientes para aumentar a segurança/fiabilidade desses documentos, agilizar o processo de assinaturas de documentos que exijam a assinatura de diversas pessoas e também permitir que estes documentos possam ser distribuídos em formatos que permitam sua leitura por máquina (de acordo com a Lei de Acesso).

Uma dessas tecnologias possíveis é a utilização de mesas digitalizadoras e/ou “tablets” e/ou notebooks com telas sensíveis a toque para que esses documentos possam ser assinados “digitalmente” com as assinaturas “comuns” de quem deve assiná-lo. Assim, todo o resto do documento continua permitindo buscas no próprio documento (usando o “find” dos leitores de pdf).

Mas essa não é a melhor solução ainda, porque PDF não é dado aberto. Temos soluções melhores até do que essa digitalização, que é a utilização de certificados digitais (p.ex. o e-cpf) para Assinaturas Digitais de documentos. Muitos tribunais de justiça já utilizam essa tecnologia de assinatura eletrônica usando certificado digital – mas continuam distribuindo apenas PDFs assinados digitalmente.

Fico imaginando o quão ridiculamente simples é um ambiente no qual os parlamentares podem assinar (remota e simultaneamente) um determinado projeto de lei, e que este mesmo ambiente permita que qualquer pessoa baixe o texto do projeto em formato TXT (ou XML ou JSON, ambos para exportar metadados junto do texto integral) e também baixe o PDF assinado digitalmente com o texto na íntegra (para imprimir ou para algum tipo de distribuição). Claro que o PDF sempre deveria vir com um link para o texto original para fins de verificação.

Isso agilizaria infinitamente os processos todos, seria mais sustentável (menos papel), mais organizado, mais barato, mais público, mais transparente, enfim, só traria ganhos para todos os lados. Precisamos urgentemente dessas soluções.

E claro, esse ambiente deveria considerar a utilização de sistemas de versionamento do texto, assim os parlamentares assinariam uma determinada versão do documento e, eventualmente, um ou outro “patch”, e nós poderíamos pegar apenas os “diffs” caso fosse interesse, ou saber quem apoia qual mudança no texto.

Reflexões sobre a RodAda Hacker

Lá vamos nós para mais uma RodAda Hacker (RH)!

rodada

Aos que não conhecem, sugiro olhar no site (link acima) e conhecer melhor, mas, resumidamente, a RodAda Hacker, do meu ponto de vista, é um espaço para hackear nosso modelo de sociedade (e tudo que nele está incluso!) para construir uma sociedade mais igualitária e justa. E na rodAda fazemos isso por meio do aprendizado colaborativo e coletivo de ferramentas de programação, focando principalmente em meninas e mulheres, para dar-lhes autonomia e termos mais mulheres no mundo da tecnologia e transformação social.

A RH não é simplesmente uma “oficina de programação”, ou um “curso de programação”. Se isso fosse, não seria um espaço de transformação social, seria simplesmente mais um espaço de formação de mão de obra, que iria incluir no mercado de trabalho mais mulheres com “tech skills“, e estas possivelmente ganhando menos do que homens para realizar a mesma função, reforçando assim os preconceitos e determinismos existentes hoje. Por isso eu defendo a RH enquanto um espaço de transformação social, de mudança de paradigma, no qual a tecnologia é apenas uma ferramenta e um meio, nada mais do que isso. E, pensando assim, acho que tudo que envolve a RH deve ser pensado, refletido e articulado pública e coletivamente, porque pensar e refletir sozinho(a) não leva a reflexão a outras pessoas e outros patamares.

Eu fui à primeira RH, e foi algo simplesmente maravilhoso. Estou devendo um post sobre como foi, e o farei (enquanto isso leiam o post do Capi). Serei tutor novamente, e é da construção desta RH que quero falar, partindo dos conceitos que passei acima.

Construindo a segunda RodAda

Percebam que eu disse que quero falar da construção desta segunda RH de SP, e não da organização dela. A Daniela Silva, idealizadora da rodAda, decidiu expor a todas as pessoas envolvidas (tutoras, tutores e inscritas) uma questão que foi levantada por boa parte das interessadas que se inscreveram, que é a demanda das mulheres por cuidar de suas filhas e seus filhos, e tentar chegar a uma solução coletivamente, ouvindo todas as pessoas envolvidas.

Eu achei sensacional a atitude da Dani, porque é assim que o processo de transformação tem que ocorrer, de forma coletiva, com todas as pessoas pensando e refletindo sobre ele, sabendo das dificuldades, próprias e das outras pessoas, e ajudando a construir uma solução que contemple todas as necessidades na medida do possível, aprendendo a reconhecer as dificuldades e ceder um pouquinho para poder contemplar mais pessoas, cada uma com suas limitações e dificuldades, mudando nosso paradigma de “eu” para “nós“.

Algumas consequências surgiram desta iniciativa, eu pensei muitas coisas que vou compartilhar abaixo.

Algumas questões, tudo junto, misturado, mas separado.

Do Eu e do Nós, o coletivo e o diálogo

Infelizmente nós vivemos na sociedade do Eu, na qual as nossas necessidades individuais e de curto prazo estão sempre à frente, de forma exclusiva, às necessidades do Nós. As pessoas (aglomerado de Eus) tem muita dificuldade de entender que a força do coletivo (Nós) é sempre maior que a força do aglomerado. Um pouquinho disso pode ser visto e sentido recentemente nas passeatas e manifestações que ocorreram em São Paulo, e ainda ocorrem pelo país. Enquanto éramos milhares em nossos sofás reclamando, e reclamando aos vizinhos nos elevadores, nada mudava. Mas quando nos transformamos a indignação em algo coletivo e público, algumas coisas começaram a mudar. E digo começaram, porque ainda tem muito o que ser feito, e precisamos continuar como Nós para que mais mudanças ocorram, e mudanças de longo prazo. (Tenho milhares de críticas e discordâncias com muita coisa que aconteceu, mas não vem ao caso).

Nesse contexto, algumas das pessoas inscritas na rodAda, e interessadas em aprender a tecnologia (justíssimo!), se posicionaram de forma rígida e absoluta contra a presença de crianças no espaço, ou próximo a ele, pois estas iriam atrapalhar o “objetivo da atividade” – aprender a programar para usar isso profissionalmente.

É importante refletir que (quase) ninguém aprende um novo conhecimento, de uma área que não domina, em um dia e sai usando isso no mercado. Acho um pouco de ilusão pensar assim, e a RH não me parece caminhar nesse sentido. O objetivo deve ser dar os primeiros passos e, principalmente, aprender a ter autonomia. As comunidades hackers e de software livre são totalmente necessárias do senso de coletivo, porque é no coletivo que buscamos apoio, ajuda, respaldo, e é nele que se sustenta a força dessas comunidades. E pensar a RH é pensar na formação de um coletivo de mulheres (e homens também, porque não), que vão oferecer apoio e suporte, técnico e não técnico, para todos e todas. Se começamos já nos posicionando de forma individualista, sem diálogo, excluindo algumas pessoas com necessidades e demandas diferentes das nossas, essa formação de comunidade fica comprometida, e o grande benefício fica de lado. O aprendizado técnico de um dia pode não ser suficiente e se perder rapidamente (e tende a ser assim), mas uma comunidade não se perde dessa forma e contribui para a solução dos problemas técnicos.

Por isso acho absolutamente fundamental a busca coletiva por soluções que satisfaçam as necessidades de todas as pessoas envolvidas, o olhar para o próximo, o diálogo e a capacidade de entender que nem sempre todas as nossas condições podem ser satisfeitas.

Isso, claro, vale para os dois lados. As duas necessidades postas são importantes e justas, tanto a de aprender a técnica quanto a de ter uma criança que precisa de cuidados (desde bebês até crianças mais velhas) – e porque não, como bem foi pontuado, idosos e idosas que também podem ser dependentes de cuidados mais próximos!

Eu serei um tutor, e vou ajudar ao máximo todas as pessoas presentes, sem distinções, e gostaria muito que todo mundo que se interessou na RH participe e se abra para a construção coletiva. Mas se alguém tem uma necessidade muito urgente de aprendizado da técnica, talvez a RH não seja o melhor lugar e essa pessoa precise, também, de buscar uma escola de formação técnica.

Mães, filhos, pais, mulheres e homens

Uma outra questão que me chamou muito a atenção na discussão (e no meu email chegaram 35 de pelo menos 45 emails trocados), foi a questão de Gênero.

A começar que só mulheres respondera me trocaram emails, mesmo sabendo que muitos homens também acompanharam a troca de emails desde o começo. Quando eu olhei meu email e vi 35 mensagens, um debate caloroso, fervoroso e riquíssimo, e nenhuma mensagem de homem fiquei muito incomodado e decidi escrever – só que tinha tanta coisa para falar e refletir que preferi fazer esse post de blog, que compartilharei com todo mundo na thread.

O segundo ponto a destacar é a clara reflexão de que os homens não fazem parte efetivamente do cuidado e da criação dos filhos e filhas, e o quanto as mães não se sentem à vontade de forma natural para deixar as crianças com os pais e dedicarem um tempo para si próprias. Claro que existem casos e casos, mas ainda são exceções.

O terceiro ponto que notei, do ponto de vista de gênero, é que foi cogitado por muitas pessoas organizar um local aonde as mães poderiam deixar seus filhos, atrelado à contratação de alguém(ns) que pudesse(m) cuidar das crianças. E praticamente todos os comentários sobre contratação foram no sentido de contratar uma profissional, ou uma arte-educadora, ou a mãe de alguém, ou a amiga de alguém. Olha que loucura, mesmo num espaço de reflexão, no qual claramente há uma questão de gênero posta, e o ponto que destaquei no parágrafo anterior, o primeiro, e majoritário, pensamento é em convidar/contratar mulheres para cuidar das crianças, e não me lembro de ter visto questionamentos sobre isso (o fato de serem mulheres).

Claro que as mulheres possuem mais habilidades para cuidar de crianças, porque elas foram educadas socialmente para isso desde pequenas (#goBarbie!). Mas os homens também são capazes. Inclusive tenho certeza de que existem alguns que fazem isso profissionalmente, ou voluntariamente, e dariam conta do recado.

Para ser justo, acabei de lembrar que a Dani comentou que na primeira RH tínhamos uma mãe presente, a Bianca, com sua pequenita Cecília (ainda de colo), e que um dos tutores ajudou nos cuidados da mesma durante a atividade. Isso pode ter “atrapalhado” de algum forma o desempenho do ponto de vista do aprendizado técnico? Talvez sim, talvez não, mas certamente isso permitiu que a Bianca construísse algo concreto (), que talvez nunca tivesse sido pensado e saído do plano das ideias se a pequenita não pudesse participar de alguma forma. Aliás, recomendo fortemente a leitura do post da Bianca e a visita ao projeto que ela construiu. O post no blog deixa muito claro o quão importante é a Comunidade e o senso de Coletivo, e o quanto a técnica não é nada sem isso!

Mas voltando à questão, eu acho que seria extremamente transformador, por exemplo, construir um espaço nos quais homens ficassem responsáveis pelas crianças, sejam eles pais ou não das mesmas. Principalmente porque é importante entendermos que trazer as mulheres para o mundo da tecnologia e do mercado de trabalho é algo que tem que caminhar junto a trazer os homens para a responsabilidade conjunta da casa, e que “cuidar da família” não é colocar dinheiro em casa e decidir como ele será gasto. Assim como, por exemplo, é fundamental um debate sobre jornada de trabalho (eu quero 30 horas!) e outras afins. As coisas não são estanques, e precisam ser pensadas em conjunto. Quem sabe na próxima RH de SP (3a) não lançamos, em paralelo, uma Oficina Ser Pai (com P maiúsculo!)? #let’sHack.

Mas porque aqui e não lá, e o que eu tenho a ver com isso tudo?

Voltando à questão de porque eu não escrevi diretamente no emails e vim aqui para o blog, e fazendo uma autorreflexão e uma autocrítica.

Acho que foram três motivos que me levaram a escrever aqui e não nos emails.

O primeiro deles é que eu queria escrever bastante, mais do que eu acho que cabe num único email, e que isso poderia acabar matando a thread de alguma forma (emails muito grandes costumam matar threads).

O segundo deles é que eu acho importante documentar e compartilhar essas reflexões, por piores que elas sejam é melhor do que nenhuma reflexão né? E se ficasse só naqueles emails iria se perder no tempo e no espaço, dificilmente atingiria outras pessoas e poderia ser revisitado com o tempo (isso sem falar em indexação na web). Mesmo meu blog não sendo uma referência em número de visitas, muito pelo contrário rs.

E o terceiro ponto, e aqui vem a autocrítica, a autorreflexão e possivelmente o principal motivo, é que eu não me senti totalmente a vontade para escrever na thread.

Provavelmente, se eu tivesse visto a thread logo nos primeiros emails eu teria escrito e feito parte. Mas como só a vi com mais de 30 emails, um debate acalorado, e só mulheres participando, me senti de alguma forma intimidado. Acho que os papéis sociais postos, de homem e de mulher, poderiam fazer, de forma subconsciente, algumas das mulheres não se manifestarem após um homem opinar. Já vi isso ocorrer em outros espaços, presenciais e virtuais, sei o quanto, infelizmente, a presença de homens pode inibir. E não é algo racional e consciente, de nenhuma das partes.

Um outro pensamento que me passou pela cabeça sobre isso, e que eu acho que interferiu no meu julgamento, mas que eu refleti sobre e espero ter mudado um pouquinho para as próximas vezes, foi o “poxa, como que eu, um homem que não tem filhos, vai interferir nessa conversa?”. Racionalmente isso não faz o menor sentido, e depois de pensar um pouco sobre a minha “conclusão” é que eu tenho todo direito de opinar, mas sabendo que eu não vivo a realidade de Pai, de Mãe ou de Mulher, e que preciso olhar, entender e respeitar que essas são realidades diferentes das minhas.

Bem, por hora é isso que eu gostaria de compartilhar, sei que tem um monte de coisas que não lembrei, e muitas outras que podem ser abordadas, mas fica para um próximo post. 😉

Comentários e críticas são sempre bem vindos!

E bora hackear!

Cota Parlamentar, gastou muito?

Recentemente o Dep. Federal Jean Wyllys deu uma entrevista[1] (recomendadíssima!) ao jornalista Marcelo Tas, e um dos assuntos tratados foi o salário de Deputado. Muito buxixo foi gerado a partir de então, e o deputado decidiu escrever um artigo[2] sobre o assunto, deixando as coisas mais claras.

Este artigo foi parar na lista Transparência Hacker, da qual faço parte, e nela iniciou-se um debate sobre os gastos do Deputado com sua Cota Parlamentar. Decidi responder ao email, e coloco abaixo a minha resposta (que também está nos arquivos da lista[3]). Continue lendo “Cota Parlamentar, gastou muito?”

Dados sobre a segurança na USP

Em maio de 2011 a USP assinou um acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), prevendo a intensificação da atuação da Polícia Militar no Campus da USP. No último mês de outubro, após uma série de conflitos e manifestações, foi divulgado na mídia que “crimes na USP caem 92% após o convênio“.

Este é um post para questionar esses dados, ou a forma como eles são lidos, e mostrar que a intensificação da PM no Campus não alterou tanto assim a realidade da segurança da universidade. Dos 6 meses do convênio, o único que realmente teve alguma diferenciação dos anos anteriores foi o mês de setembro. Todos os outros meses ou estão no mesmo patamar dos anos anteriores ou até mesmo maiores que nos anos anteriores.

Esses dados foram retirados do site oficial da Guarda Universitária da USP.

Projeto de Lei de Acesso à Informação aprovado no Senado

O Senado Nacional Brasileiro votou hoje o relatório e projeto substitutivo do Senador Fernando Color de Melo e, em seguida, o Projeto de Lei de Acesso à Informação Pública.

O relatório do Senado Color, que tentava instituir sigilo eterno a documentos e a não obrigatoriedade de divulgação das informações (além de outras coisas) foi veementemente rejeitado (41 votos contrários, 9 favoráveis e 0 abstenções). O Senador Color ainda tentou, após a rejeição, inserir dois artigos no PLC original tentando manter estes dois pontos críticos de seu relatório, mas tal proposta foi novamente rejeitada e, em seguida, finalmente, o PLC 41/2010 foi aprovado pelo Senado Federal.

Dessa forma, o a Lei de Acesso à Informação Pública, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 2010, também foi aprovado pelo Senado Federal, seguindo agora para sanção da Presidência da República para entrar efetivamente em vigor 180 dias após essa aprovação.
Vale ressaltar que a Presidenta Dilma já havia se comprometido publicamente, diversas vezes, pela aprovação desse projeto.

Como bem disse o Senador Ranfolfe Rodrigues, demos um grande e efetivo passo em direção à efetiva Redemocratização do Brasil.

Um Viva à Liberdade de Acesso à Informação!!! =)

Mais info: http://artigo19.org/?p=442

http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2011-10-23_2011-10-29.html#2011_10-25_18_01_08-9961110-0

Consulta Pública do Guia de Abertura de Dados da Infraestrutura Nacional de Dados Abertos – INDA

Foi lançada a Consulta Pública do Guia de Abertura de Dados pelo Ministério do Planejamento, Gestão e Orçamento do Governo Federal. Esta consulta está sendo capitaneada pela SLTI (Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação), por meio do GT INDA (Infraestrutura Nacional de Dados Abertos).

Para facilitar o processo de contribuição coloquei no ar uma plataforma de discussão coletiva de textos, baseada em wordpress.
A proposta é concentrar as colaborações (e o debate) nesta plataforma para, em seguida, enviar uma colaboração da sociedade à Consulta Pública. Faça sua parte, participe! O texto não é grande!

 

Segue abaixo a mensagem encaminhada pelo Time de Dados Abertos:

A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da Infraestrutura Nacional de Dados Abertos, disponibilizou para consulta pública o documento “Guia de Abertura de Dados” no portal do Governo Eletrônico:
https://www.consultas.governoeletronico.gov.br/ConsultasPublicas/item.do?acao=exibir&idConsulta=93&id=588.

O objetivo do guia é orientar o processo de publicação de dados abertos para todas as organizações interessadas em abrir seus dados, abordando alguns aspectos gerenciais e técnicos.

Geramos uma versão inicial e agora convidamos todos a compartilhar sua visão no documento.

A consulta pública está aberta de 01/09/2011 até 30/09/2011 às 23:59.


Sobre o a INDA e o GT INDA

O que é a INDA:
A Infraestrutura Nacional de Dados Abertos é um conjunto de padrões, tecnologias, procedimentos e mecanismos de controle necessários para atender às condições de disseminação e compartilhamento de dados e informações públicas no modelo de Dados Abertos, em conformidade com o disposto na e-PING.

O Grupo de Trabalho de desenvolvimento e planejamento INDA
O GT INDA é aberto à participação de qualquer pessoa interessada e possui 4 subgrupos:

  1. GT1 – Gestão e normativo
  2. GT2 – Avaliação continuada de informação disseminada
  3. GT3 – Tecnologia
  4. GT4 – Modelagem, Metadados, Dados e padrões

Para participar basta entrar em um dos grupos: http://wiki.gtinda.ibge.gov.br/Como-Participar-da-INDA.ashx?Code=1

Projeto LobbyPublico – Proposta para o Microbolsas Hacker [2a. chamada]

Olá Pessoal,

aqui estou eu (Diego R.) falando novamente sobre um projeto da/para a comunidade THacker que pode ajudar a mudar o Brasil. Participei do primeiro THackDay Brasil e venho acompanhando (de muito perto) a comunidade desde então. Além de ter participado em alguns eventos como o Fórum da Cultura Digital do Brasil, também ajudei a organizar algumas atividades como o Transparência HackDay Moradia (posts abaixo) – aliás, projeto esse que pretendo desenvolver melhor durante este ano, fiquem de olho e, caso queiram participar, sintam-se à vontade para me contatar.

O que pretendo fazer? Pretendo utilizar a aplicação do “LittleSis” para desenvolver um projeto Brasuca que objetiva clarificar e expor as relações entre os políticos e entre políticos e empresários/sociedade geral. Porque fazer isso? Para poder escancarar as relações entre as pessoas e conhecermos melhor como funciona as influências sobre nossos políticos, para que o “Lobby” (que não é algo ruim por princípio) possa ser feito de forma mais clara e honesta e que nós saibamos com quem nossos representantes andam e quais interesses eles defendem.

Só pra exemplificar, a primeira pessoa sobre quem eu trabalharia para tentar descobrir as relações é a atual ministra da cultura, Ana de Holanda, que parecer ter muitas relações e defender os interesses do ECAD.

O projeto, por enquanto, consiste em duas etapas:

A primeira delas é pegar o código do littlesis (código livre!), traduzi-lo para nosso idioma, disponibilizar o site na web e começar a colocar informações – como disse acima, pegaria, como exemplo primeiro, a atual ministra da cultura.

A segunda etapa seria começar o desenvolvimento de uma API para scrapps. A ideia é que as pessoas pudessem desenvolver scrappers que busquem informações e relacionamentos na internet – jornais, revistas, sites da câmara, senado, assembléias, etc; e adicionem-os automaticamente no site – claro que seria previsto um sistema de “verificação” das informações.

Qual o retorno para a comunidade THacker?

O retorno é que a comunidade THacker poderia ter mais clareza da relações políticas e das relações de poder estabelecidas junto a nossos políticos. Isso traria novos projetos e ideias para serem trabalhadas utilizando dados públicos (disponíveis ou não, o que requeriria a solicitação dos mesmos) baseados nessas relações de poder. Seria muito bom para ajudar a dar foco em quais análises e scraps e hacks poderiam e precisam ser feitos.

Além disso, também contribuiria para a comunidade fazer pressão para projetos de lei que são de nosso interesse, como o projeto de lei de acesso à informação pública, ou mesmo futuros projetos de lei que regulamentem o acesso à informação em outros níveis como Estados e Municípios.

E acima de tudo, toda a sociedade brasileira será beneficiada já que relações excusas e obscuras seriam mais difíceis, teremos um estado mais transparente e poderemos então brigar por melhorias reais e efetivas para todos, da comunidade THacker ou não!

Enfim, essa é a minha ideia. Tenho em mente mais uma ou duas (da comunidade) pessoas para me ajudarem nesse primeiro start do projeto, e pretendo compartilhar a bolsa com eles. Não necessariamente as duas pessoas serão para ajudar com programação, também tenho em mente a importância de se ter um processo bem documentado e textos bem claros explicando o projeto, como participar e a importância do projeto para que consigamos cada vez mais colaboradores – que não precisam ser pessoas da área de TI.

Abraços

TransparênciaHackDay – Relato do Primeiro Encontro

Foto do primeiro HackDay MoradiaPrimeiramente gostaria de pedir desculpas a todos os interessados por demorar tanto para escrever sobre a primeira atividade do THackDay Moradia. A faculdade me consumiu muito nessas duas últimas semanas!
Mas vamos lá. =)

Cheguei ao THackDay e o debate já havia começado, o pessoal estava ao redor de uma grande mesa discutindo com bastante vontade.
Após alguns minutos eu tentei propor uma dinâmica ao grupo. A proposta era dividir o grupo em subgrupos para debaterem temas específicos e trazerem uma proposta de volta ao grupo maior. Continue lendo “TransparênciaHackDay – Relato do Primeiro Encontro”

TransparênciaHackDay – 10 de outubro

Imóvel_VazioNo dia 10 de outubro de 2010 teremos mais uma edição do Transparência HackDay, desta vez temática.

A proposta inicial será trabalhar com “Vazios Urbanos” e “moradores de rua”.

Vazios Urbanos” a que me refiro são, de um ponto de vista bem amplo, “espaços e imóveis que não cumprem sua função social“. Ou seja, imóveis desocupados, terrenos vazios sem uso, e por ai vai. Tudo que poderia se transformar em moradia social.

Mapeando esses dois dados poderemos utilizá-los e cruzá-los para levantar oferta e demanda de moradia e pensar em políticas públicas efetivas para a questão das moradias, indicando com precisão dados e localizações.

Esse mapeamento será feito usando a plataforma Ushahidi.

A ferramenta apresentada nesse primeiro encontro será o Ushahidi, plataforma de “crowdsourcing” criada colaborativamente por desenvolvedores web do Quênia, e outros países. Ela permite que usuários enviem mensagens para um website (inclusive através de SMS usando celulares), que agrega essas informações e as distribui em um mapa, conforme for sinalizado pela pessoa que envia seu relato ou testemunho.

Para ver um pouco mais sobre essa ferramenta recomendo estes dois tópicos, que contém vários exemplos legais:

[1] http://blog.esfera.mobi/tech-talks-ushahidi-e-eleitor-2010/

[2] http://blog.esfera.mobi/saldo-tech-talks-ushahidi-e-eleitor-2010-2/

==  Adendo (Update em 07-10-2010)

Simultaneamente ao THackDay realizaremos uma Install-Fest de Ubuntu. Para os que não conhecem, Install-Fest é um “evento” no qual as pessoas que conhecem um pouco mais do Ubuntu ajudam as outras com os primeiros passos, desde a instalação até a começar a usar o Ubuntu. Então, se você tem interesse em conhecer o fantástico mundo da liberdade de software, traga seu equipamento que nós o ajudaremos a instalar a versão 10.10, que será lançada no próprio dia 10 do 10 de 2010! ;)

==

Quando?
10.outubro.2010, das 14h às 20h , seguida de pizza

Onde?
Casa de Cultura Digital
Rua Vitorino Carmilo, 459 – Santa Cecília
Próxima à estação Marechal Deodoro do metrô

Quem?
Hackers, desenvolvedores, designers, blogueiros, jornalistas, pesquisadores, gestores públicos, legisladores, políticos, representantes de ongs, estudantes, ativistas e etc. O evento é aberto e gratuito.

Inscrições em:
http://bit.ly/THackDayMoradia

Para mais informações:
thackday @ diraol.eng.br

ou acesse a lista de discussões do thackday: http://groups.google.com/group/thackday

Outros links:

http://blog.hsvab.eng.br/2010/10/07/transparencyhackday-vazios-urbanos-e-moradores-de-rua/

http://blog.esfera.mobi/transparencia-hackday-moradia-10-de-outubro/

http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/2010/10/06/hackers-trabalham-com-moradores-de-rua-e-imoveis-vazios/

Debate: Software Livre e Políticas Públicas

bineural-beatTecnologias livres estão diretamente ligadas à qualidade da educação, ao desenvolvimento da ciência e à soberania nacional.

Em tempos de eleição, nada melhor do que convocar representantes dos principais partidos políticos do Brasil para se discutir propostas que incentivem o uso e o desenvolvimento de software livre no país. Por isso mesmo, a Quinta-Livre estará promovendo um debate que suscitará uma discussão sobre o tema. A ideia é promover um evento fora dos padrões normativos e desgastados da mídia televisiva. Se você se interessa pelo tema, não deixe de comparecer.

ESTÃO TODOS CONVIDADOS.

O tema básico é “Software Livre e Políticas Públicas”, discutidos do ponto de vista social: tanto as políticas públicas podem acelerar o uso e o desenvolvimento do Software Livre, como o contrário também nos parece válido.

A lista de participantes será divulgada no início da semana, assim que os últimos nomes forem confirmados. Confira os nomes dos participantes clicando aqui.

Data e hora:
23 de SETEMBRO de 2010 (é uma quinta-feira) às 19:30.

Local:
Auditório da Escola de Aplicação, Faculdade de Educação, USP-SP (Cidade Universitária do Butantã)