O meu amor…

No último domingo, 25 de março, presenciei mais um show de um dos grandes nomes da história da música brasileira.

Dessa vez foi o show do Chico Buarque, voltando à cena depois de alguns bons anos fora do palco.

Chico Buarque
Chico Buarque

Gostei bastante do show, é algo bem “um banquinho e um violão” – as mulheres que me desculpem, mas ele está longe de ser um Grande artista da palco. Achei bem legal que no disco atual ele ousou nas músicas e não ficou no “arroz com feijão” da MPB, brincando e dialogando com outros estilos musicais. Achei muito legal também a ‘contra-homenagem’ que ele fez ao Rapper Crioulo ao cantar o Crioulo Remixando a música Cálice (Chico Buarque, 1978) feito por este da música Cálice – Chico Buarque.

 

A participação de Wilsinho das Neves, parceiro de Chico Buarque (nas composições e no palco) foi fantástica, vê-lo no palco é algo que só pode ser explicado por um poeta como Vinícius de Moraes:

Chico Buarque e Wilson das Neves
Chico Buarque e Wilson das Neves

 

 

 

Porque o samba nasceu lá na Bahia

E se hoje ele é branco na poesia

Se hoje ele é branco na poesia

Ele é negro demais no coração

 

 

 

 

E de toda a sorte infinita de composições que o Chico poderia cantar, ele escolheu, no dia em que eu estive lá com meu Amor, cantar O Meu Amor, a nossa canção.

Chico
Chico

O meu amor

Tem um jeito manso que é só seu

E que me deixa louca

Quando me beija a boca

A minha pele toda fica arrepiada

E me beija com calma e fundo

Até minh’alma se sentir beijada, ai

O meu amor

Tem um jeito manso que é só seu

Que rouba os meus sentidos

Viola os meus ouvidos

Com tantos segredos lindos e indecentes

Depois brinca comigo

Ri do meu umbigo

E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?

E ele é o meu rapaz

Meu corpo é testemunha

Do bem que ele me faz

O meu amor

Tem um jeito manso que é só seu

De me deixar maluca

Quando me roça a nuca

E quase me machuca com a barba malfeita

E de pousar as coxas entre as minhas coxas

Quando ele se deita, ai

O meu amor

Tem um jeito manso que é só seu

De me fazer rodeios

De me beijar os seios

Me beijar o ventre

E me deixar em brasa

Desfruta do meu corpo

Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?

E ele é o meu rapaz

Meu corpo é testemunha

Do bem que ele me faz

Dée…. TE AMO! Obrigado por esses 4,5 anos juntos!

Eu Não Existo Sem Você

Show em 26/11/2011 - Por: Diego Rabatone Licença Creative Commons CC-BY-SA
Show em 26/11/2011 - Por: Diego Rabatone Licença Creative Commons CC-BY-SA

Oswaldo Montenegro

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você

Assim como o oceano só é belo com o luar
Assim como a canção só tem razão se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
Assim como o poeta só é grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você

httpv://www.youtube.com/watch?v=xh4dwd_cvzc

“Artistas x Universitários” ? – Breves comentários sobre a campanha “Tempestade em copo d’água”

“Artistas x Universidade” (http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2011/11/usina-de-belo-monte-artistas-x-universidade/)….esse é o título do post que, aparentemente, primeiro divulgou da campanha “Tempestade em copo d’água” (http://www.youtube.com/watch?v=gVC_Y9drhGo).

Tive contato com ele alguns dias antes de “cair no facebook”, e fiz minhas considerações sobre o mesmo – afinal, acho que é isso que se espera de qualquer pessoa, fazer uma análise crítica das informações, seja do movimento dos “globais” ou dos “universitários”.

A começar que é partir de um princípio medíocre (no sentido de ser médio) se manifestar/mobilizar partindo da contraposição aos “artistas” quando o foco deveria ser o tema em si (Belo Monte). Mas… enfim… essa é a nossa sociedade, sempre personalista, sem discutindo o que não tem que ser o foco, sempre na superfície das coisas.

Recomendo entrarem no blog e participarem da discussão que está acontecendo por lá.

Segue abaixo meu comentário postado no blog referido:

Caros,

primeiramente gostaria de parabenizá-los por levantar esse debate.

Mas tenho algumas críticas ao vídeo.

Vocês comparam a área que será alagada com a área que é devastada diariamente hoje, e usam esse argumento praticamente para dizer que “a área alagada será insignificante”. Acho esse argumento péssimo. Não é porque temos um grande problema (devastamento para agroindústria) que problemas menores podem ser aceitos sem críticas/questionamentos.

Além disso, o impacto dos alagamentos não se dá apenas pelo tamanho da área a ser alagada, mas também pelo que há nessa região, e pelo impacto das áreas que deixaram de receber o fluxo do rio como é hoje.

Outro ponto é que vocês colocam que a usina será a 3a em potencial energético, mas na verdade ela será apenas 3a em potencial instalado. São coisas bem diferentes.

Seu aproveitamento médio será consideravelmente baixo e, mais do que isso, na época em que mais temos problemas de abastecimento energético no país ela pouco contribuirá, sua maior contribuição para o sistema integrado nacional se dará fundamentalmente nas épocas em que temos maior abundância de energia.

Considerando ainda que ela produzirá, em média, cerca de 4200Mw/h, existem sim alternativas viáveis à sua construção.

Estudos mostram que se utilizássemos o bagaço de cana que é descartado no Brasil para transformá-lo em energia, nosso potencial seria de aproximadamente 4200Mw/h. Ou seja, resíduos que descartamos hoje poderiam ser utilizados para gerar a mesma energia que Belo Monte irá gerar em média. E ainda ter-se-ia a vantagem de poder fazer essa instalação mais próxima dos centros consumidores (reduzindo perdas com transmissão) e seria mais fácil gerenciar em qual época do ano essa energia seria utilizada.

Enfim, esses são só alguns pontos que achei relevantes tocar.

Por fim, gostaria de sugrir a vocês, e pedir que ajudem-nos a divulgar, um debate que realizamos (nós = Escritório Piloto da Escola Politécnica da USP) sobre Belo Monte com dois professores da EPUSP e mais o Prof. Célio Bermann, do IEE-USP, um dos responsáveis pela produção de um relatório de análise crítica do projeto da usina e do EIA/RIMA da mesma.

http://escritoriopiloto.org/artigo/debate-belo-monte

Neste link vocês encontraram as apresentações feitas e também os vídeos do debate. Sei que são razoavelmente longos, mas vale MUITO à pena assisti-los, tem muita informação técnica concreta (diferente do “movimento gota d´água)….

Abraços universitários!

Dados sobre a segurança na USP

Em maio de 2011 a USP assinou um acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), prevendo a intensificação da atuação da Polícia Militar no Campus da USP. No último mês de outubro, após uma série de conflitos e manifestações, foi divulgado na mídia que “crimes na USP caem 92% após o convênio“.

Este é um post para questionar esses dados, ou a forma como eles são lidos, e mostrar que a intensificação da PM no Campus não alterou tanto assim a realidade da segurança da universidade. Dos 6 meses do convênio, o único que realmente teve alguma diferenciação dos anos anteriores foi o mês de setembro. Todos os outros meses ou estão no mesmo patamar dos anos anteriores ou até mesmo maiores que nos anos anteriores.

Esses dados foram retirados do site oficial da Guarda Universitária da USP.

Projeto de Lei de Acesso à Informação aprovado no Senado

O Senado Nacional Brasileiro votou hoje o relatório e projeto substitutivo do Senador Fernando Color de Melo e, em seguida, o Projeto de Lei de Acesso à Informação Pública.

O relatório do Senado Color, que tentava instituir sigilo eterno a documentos e a não obrigatoriedade de divulgação das informações (além de outras coisas) foi veementemente rejeitado (41 votos contrários, 9 favoráveis e 0 abstenções). O Senador Color ainda tentou, após a rejeição, inserir dois artigos no PLC original tentando manter estes dois pontos críticos de seu relatório, mas tal proposta foi novamente rejeitada e, em seguida, finalmente, o PLC 41/2010 foi aprovado pelo Senado Federal.

Dessa forma, o a Lei de Acesso à Informação Pública, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 2010, também foi aprovado pelo Senado Federal, seguindo agora para sanção da Presidência da República para entrar efetivamente em vigor 180 dias após essa aprovação.
Vale ressaltar que a Presidenta Dilma já havia se comprometido publicamente, diversas vezes, pela aprovação desse projeto.

Como bem disse o Senador Ranfolfe Rodrigues, demos um grande e efetivo passo em direção à efetiva Redemocratização do Brasil.

Um Viva à Liberdade de Acesso à Informação!!! =)

Mais info: http://artigo19.org/?p=442

http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2011-10-23_2011-10-29.html#2011_10-25_18_01_08-9961110-0

1a Conferência de Engenharia da USP – Parte 1

Hoje começou a “Primeira Conferência de Engenharia da USP”, que vai até amanhã.

São dois dias para discutir Engenharia e seu papel na sociedade – falando de forma beeeeem ampla.

A organização dessa primeira conferência está focando a discussão em “Sustentabilidade”. Abaixo segue o meu relato da primeira parte (manhã de hoje – 25-10-2011).

Ah, vou deixar meus comentários destacados em negrito….. Continue lendo “1a Conferência de Engenharia da USP – Parte 1”

O caminho da educação no Brasil

Todos pela educação?

Há algum tempo atrás recebi, por email, a seguinte notícia:

Comissão do Senado retira do MEC responsabilidade pelo ensino superior

Sobre ela, um colega escreveu que “Se o Ministério da Educação fizer a parte dele sem a atribuição do ensino superior,  pra mim ta ótimo.“, e a resposta que dei a ele foi

“Eu discordo de você.
Primeiro porque eu acho que o papel educacional das Universidades é fundamental, e retirá-las do MEC só tende a piorar a situação da educação de nível superior.
Em segundo lugar porque acho difícil pensar numa solução para a educação do Brasil sem que as Universidades façam parte deste processo.
Mudar as atribuições e responsabilidades da “entidade” (ministério) para que ela consiga cumpri-las é, no mínimo, imbecilidade.

Meu colega colocou que, na opinião dele,  “a melhoria da educação no Brasil ainda não precisaria envolver o ensino superior” e que após dar aulas para “adultos e adolescentes que estudaram em um colégio público em um cursinho voluntário“,  ele chegou à conclusão que “o problema não está na minha matéria (álgebra). Está no fato de que, desde quando começaram a frequentar a escola, eles não desenvolveram competencias básicas que são ensinadas para a maioria dos alunos do ensino superior.” Ao questionar a professora particular de inglês dele, que também dá aulas na rede pública, sobre o tema, ela respondeu que “Os alunos de lá não tem o menor interesse, pois sabem que eles vão passar mesmo que não façam nada. Para completar, eles ainda atrapalham muito aqueles que tem interesse, e não posso tomar nenhuma atitude disciplinar contra eles

Este meu colega ainda concluiu:
Concordo com você que, se tudo fosse rosas, deveria se do jeito que você disse, mas não adianta tentar fazer tudo bonitinho se não funciona. Não sei que tipo de implicações políticas essa medida vai ter mas, se for preciso criar o Ministério da Primeira Série do Fundamental ou o Ministério da Interpretação de Texto para que minha professora consiga ensinar seus alunos e, consequentemente, o aproveitamento dos meus aumente, pra mim ta ótimo.

E aqui vem o que me motivou a escrever este post… minha resposta a este último email dele. Vou copiá-la na integra abaixo:

“já dei aulas em cursinhos populares pré-universitários (que são diferentes de pré-vestibulares – mas não vou me alongar nisso) e realmente existe uma enorme falta de bases matemáticas, muito anteriores a “equações de segundo grau”.
Mas não acho que a criação de novos ministérios, especialização de ministérios ou qualquer coisa do gênero seja algo que vá resolver a situação. Enquanto um professor de ensino público (em qualquer nível) não receber uma salário razoável, não vamos ter mudanças de verdade.

Claro que a “aprovação automática” é um absurdo e que deveria acabar ontem. Mas, mesmo antes dela, tínhamos problemas. E isso passa pelo fato de um professor da rede pública ter que dar aula em 3 escolas em locais distantes umas das outras, ganhando muito pouco e, por exemplo, não sendo remunerado por tempo com preparação de aulas e provas, correção de provas e exercícios e por ai vai.
Certamente os professores deveriam ser remunerado por, pelo menos, o dobro do horário de aulas que eles dão. E estou sendo bonzinho com o “pelo menos”. Numa turma de 50 alunos que eu tinha e que eu passei uma atividade (SIMPLES!) dissertativa, gastei um fim de semana todo só pra corrigir. Isso sem considerar o tempo de preparar a prova.
Por isso sou totalmente favorável à campanha “10% do PIB para Educação” (campanha encabeçada pelo psol no legislativo). Eu acho que esse aumento é um primeiro passo muito mais efetivo do que a criação de qualquer “ministério”.
E o mesmo vale para as Universidade Públicas. Se não garantirmos que um docente pode ganhar um salário razoável (em função de seu conhecimento, sua capacidade de produção e etc), e que sua atuação enquanto docente (e não pesquisador) é algo de suma importância e isso ser levado em consideração (hoje não é), nosso ensino superior continuará sendo de terceiro mundo, e rankings que colocam a USP como “melhor da AL” são muitíssimos vazios.
Se os professores do ensino público fundamental/médio fossem recebessem o tratamento que recebem os docentes universitários já seria um grande avanço….
Existem várias outras coisas a se levar em consideração como, por exemplo, a quantidade de estudantes numa sala de aula com relação ao número de “educadores” (profess@r + assistente(s)).
Por fim, há só mais uma questão relativa à mudança proposta. E os cursos não são tecnológicos/mercadológicos? O que vão fazer dentro do Ministério da Ciência e Tecnologia? Ensino Superior se resume apenas a produção tecnológica? Como ficam os cursos de Pedagogia, História, Matemática, Física, etc? O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) é que vai legislar sobre como devem ser os professores de Ensino Médio/Fundamental?…….

E vocês, o que acham?

Consulta Pública do Guia de Abertura de Dados da Infraestrutura Nacional de Dados Abertos – INDA

Foi lançada a Consulta Pública do Guia de Abertura de Dados pelo Ministério do Planejamento, Gestão e Orçamento do Governo Federal. Esta consulta está sendo capitaneada pela SLTI (Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação), por meio do GT INDA (Infraestrutura Nacional de Dados Abertos).

Para facilitar o processo de contribuição coloquei no ar uma plataforma de discussão coletiva de textos, baseada em wordpress.
A proposta é concentrar as colaborações (e o debate) nesta plataforma para, em seguida, enviar uma colaboração da sociedade à Consulta Pública. Faça sua parte, participe! O texto não é grande!

 

Segue abaixo a mensagem encaminhada pelo Time de Dados Abertos:

A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da Infraestrutura Nacional de Dados Abertos, disponibilizou para consulta pública o documento “Guia de Abertura de Dados” no portal do Governo Eletrônico:
https://www.consultas.governoeletronico.gov.br/ConsultasPublicas/item.do?acao=exibir&idConsulta=93&id=588.

O objetivo do guia é orientar o processo de publicação de dados abertos para todas as organizações interessadas em abrir seus dados, abordando alguns aspectos gerenciais e técnicos.

Geramos uma versão inicial e agora convidamos todos a compartilhar sua visão no documento.

A consulta pública está aberta de 01/09/2011 até 30/09/2011 às 23:59.


Sobre o a INDA e o GT INDA

O que é a INDA:
A Infraestrutura Nacional de Dados Abertos é um conjunto de padrões, tecnologias, procedimentos e mecanismos de controle necessários para atender às condições de disseminação e compartilhamento de dados e informações públicas no modelo de Dados Abertos, em conformidade com o disposto na e-PING.

O Grupo de Trabalho de desenvolvimento e planejamento INDA
O GT INDA é aberto à participação de qualquer pessoa interessada e possui 4 subgrupos:

  1. GT1 – Gestão e normativo
  2. GT2 – Avaliação continuada de informação disseminada
  3. GT3 – Tecnologia
  4. GT4 – Modelagem, Metadados, Dados e padrões

Para participar basta entrar em um dos grupos: http://wiki.gtinda.ibge.gov.br/Como-Participar-da-INDA.ashx?Code=1

Resposta ao artigo “Dez duras verdades sobre o HTML5”

Minha “resposta” ou “análise” sobre o artigo “Dez duras verdades sobre o HTML5

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Bem, eu não me lembro de alguém ter dito que o HTML5 é a solução de todos os problemas e que ele é o “nirvana” da internet. Mas sim que ele é uma grande evolução e traz muitos novos recursos e melhorias.

Já no primeiro ponto o autor fala uma enorme besteira (ou foi um problema gravíssimo de tradução). O título do item diz que existe um problema de segurança, o que dá uma impressão de que  existe um sério problema de segurança no padrão. Mas não é isso que ele desenvolve durante o parágrafo. Afinal, de tudo que ele escreveu ali nada mostra que a segurança do usuário ou do servidor estão vulneráveis.

Com relação ao Storage, primeiro que acho que são 4Mb, e não 4Gb não?!….
Em segundo lugar, a função da API Storage não é ajudar o usuário a fazer download de arquivos para serem “abertos em outros lugares”. A crítica feita por ele é completamente sem noção, ele realmente não entendeu a proposta….

No terceiro parágrafo ele fala dos “dados locais”, criticando que os usuários podem ter acesso a modificá-los.
Faz todo sentido. Afinal, o computador é do usuário, ele tem todo direito de editar as informações dele que estão no computador dele. Criticar isso é querer que os desenvolvedores tenham poder sobre as máquinas dos usuários – isso sim seria uma falha de segurança.
Além disso, cabe as desenvolvedores fazer rotinas de verificação das informações para saber se algo foi modificado localmente ou não.

No quarto parágrafo ele coloca como se o storage+offline fossem servir para que o usuário faça coisas mirabolantes, para que o usuário possa usar 10 conexões em 10 aparelhos distintos ao mesmo tempo.  A proposta não é essa, storage+offline não servem para substituir ferramentas como o GIT, SVN e afins.

O problema de armazenamento de dados “na nuvem” (ele não entende direito o conceito de “nuvem”, mas ok) não diz respeito ao HTML5, é um problema estrutural de armazenamento de dados em serviços e recursos que não são controlados “por você” (usuário).
É quase como querer dizer que alguém pode chutar a tomada do seu computador e que isso é culpa do HTML5. Se não quer correr o risco de perder seus dados/arquivos, tenha uma cópia local sob seu controle – e mesmo assim ainda existe o risco inerente da tecnologia.

No sexto item ele faz uma crítica ridícula, que nada tem a ver com o HTML5. Se a pessoa não quer / não está satisfeita com o serviço, basta se descadastrar. Ninguém é obrigado a aderir ao “Google+” ou ao “Facebook”.

Item 7. Não entendi direito a crítica…. eu achei que ele falou, falou, e não disse nada.

O item 8 é um problema de escolha de formatos proprietários. Se/quando for feita a opção por padrões abertos de áudio e vídeo, isso se resolve. E o problema não é do HTML5, então não faz sentido citá-lo num artigo de crítica ao html5.

Novamente, no item 9, ele quer criticar o html5 por um “erro” que não é dele. Além disso, há de se considerar que o padrão ainda nem está pronto, e que os navegadores ainda estão implementando os recursos. A coisa ainda está evoluindo e, como em qualquer tecnologia sobre desenvolvimento, leva tempo.

O que foi esse item 10? Propaganda da microsoft?…. Ridículo. A pior implementação de padrões. Além disso, os desenvolvedores – em teoria – devem se preocupar em desenvolver de acordo com os padrões, e não com a implementação pessoal que cada navegador faz.

Enfim, achei o artigo MUITO FRACO.

Projeto LobbyPublico – Proposta para o Microbolsas Hacker [2a. chamada]

Olá Pessoal,

aqui estou eu (Diego R.) falando novamente sobre um projeto da/para a comunidade THacker que pode ajudar a mudar o Brasil. Participei do primeiro THackDay Brasil e venho acompanhando (de muito perto) a comunidade desde então. Além de ter participado em alguns eventos como o Fórum da Cultura Digital do Brasil, também ajudei a organizar algumas atividades como o Transparência HackDay Moradia (posts abaixo) – aliás, projeto esse que pretendo desenvolver melhor durante este ano, fiquem de olho e, caso queiram participar, sintam-se à vontade para me contatar.

O que pretendo fazer? Pretendo utilizar a aplicação do “LittleSis” para desenvolver um projeto Brasuca que objetiva clarificar e expor as relações entre os políticos e entre políticos e empresários/sociedade geral. Porque fazer isso? Para poder escancarar as relações entre as pessoas e conhecermos melhor como funciona as influências sobre nossos políticos, para que o “Lobby” (que não é algo ruim por princípio) possa ser feito de forma mais clara e honesta e que nós saibamos com quem nossos representantes andam e quais interesses eles defendem.

Só pra exemplificar, a primeira pessoa sobre quem eu trabalharia para tentar descobrir as relações é a atual ministra da cultura, Ana de Holanda, que parecer ter muitas relações e defender os interesses do ECAD.

O projeto, por enquanto, consiste em duas etapas:

A primeira delas é pegar o código do littlesis (código livre!), traduzi-lo para nosso idioma, disponibilizar o site na web e começar a colocar informações – como disse acima, pegaria, como exemplo primeiro, a atual ministra da cultura.

A segunda etapa seria começar o desenvolvimento de uma API para scrapps. A ideia é que as pessoas pudessem desenvolver scrappers que busquem informações e relacionamentos na internet – jornais, revistas, sites da câmara, senado, assembléias, etc; e adicionem-os automaticamente no site – claro que seria previsto um sistema de “verificação” das informações.

Qual o retorno para a comunidade THacker?

O retorno é que a comunidade THacker poderia ter mais clareza da relações políticas e das relações de poder estabelecidas junto a nossos políticos. Isso traria novos projetos e ideias para serem trabalhadas utilizando dados públicos (disponíveis ou não, o que requeriria a solicitação dos mesmos) baseados nessas relações de poder. Seria muito bom para ajudar a dar foco em quais análises e scraps e hacks poderiam e precisam ser feitos.

Além disso, também contribuiria para a comunidade fazer pressão para projetos de lei que são de nosso interesse, como o projeto de lei de acesso à informação pública, ou mesmo futuros projetos de lei que regulamentem o acesso à informação em outros níveis como Estados e Municípios.

E acima de tudo, toda a sociedade brasileira será beneficiada já que relações excusas e obscuras seriam mais difíceis, teremos um estado mais transparente e poderemos então brigar por melhorias reais e efetivas para todos, da comunidade THacker ou não!

Enfim, essa é a minha ideia. Tenho em mente mais uma ou duas (da comunidade) pessoas para me ajudarem nesse primeiro start do projeto, e pretendo compartilhar a bolsa com eles. Não necessariamente as duas pessoas serão para ajudar com programação, também tenho em mente a importância de se ter um processo bem documentado e textos bem claros explicando o projeto, como participar e a importância do projeto para que consigamos cada vez mais colaboradores – que não precisam ser pessoas da área de TI.

Abraços